Minha área de atuação se dá no Bairro central considerado o mais tradicional numa cidade cosmopolita e bairrista de São Paulo. Região considerada como uma Vila localizada no Centro da Metrópole. Bairro Afro Italiano com migrações nordestinas intensas nas ultimas décadas. Num ponto comercial do cruzamento entre as ruas Treze de Maio e Conselheiro Carrão na Bela Vista, exerço meu trabalho artístico com elaborações em desenho, pintura e xilogravuras nos moldes convencionais das aplicações técnicas e suporte, mais algumas aventuras em designer de objeto utilitário. Local onde Individualidade e coletividade se debatem e convivem. Exposições da vida privada são praticas comuns na produção de trocas de conhecimento, experiências e meios de sobrevivência econômica. De maneira comercial e solidária. A mesa de uma padaria como espaço de trabalho na idealização e produção de Obras de Arte, Textos e Conversas sobre assuntos destacados na mídia e acontecimentos na vida das pessoas que frequentam esse ponto comercial e área da cidade. Inserido neste ambiente concebo minhas ideias e criações artísticas ao expor minha pessoa, trabalho e questões pertinentes a vida comum dos moradores desta região na cidade de São Paulo. Com boa ou má convivência esse contexto é gerador de reflexões sobre a realidade com motivação e direcionamentos nas escolhas dentro de um processo criativo. Me proponho assim a representações figurativas com retratos paisagísticos em paralelo ou intrínsecos um ao outro a representações abstratas com construções de linhas retas inexistentes na Natureza projetadas como imagens virtuais na Internet. Artista e Obra se tornam uma só construção para justificativas para a existência da Arte em meio a falta de conhecimento ou sensibilidade para a Arte. Opiniões sobre o que venha ser ou não Arte se expressam diante esse fazer artístico. A escolha de formas paisagísticas são sugeridas por um gosto local diante a abstração que elaboro depois de considerar muitas interpretações expressas ao longo do tempo com meu trabalho. A Abstração não faz relações com o considerado realidade no senso comum, dai eu me dedicar a essa forma de Arte. Não há equívocos nas interpretações. A linha reta é linha reta, o azul é azul, o vermelho é vermelho e assim consequentemente, a imagem figurativa remete a compreensão fotográfica dos contextos representados. Memoria e relação com a existência das coisas. Na abstração, os significados são propostos pelo Artista proporcionando um grau mais elevado de liberdade de criação artística. Essa dialética movimenta estruturas de pensamento e reflexões na importância dessa produção no desenvolvimento e atualidade de produções artísticas e abre caminho para concepções contemporâneas de Arte. Provoca questionamentos sobre o que é Arte agora.
Esse é o meu cotidiano diário.
