Comparável com formas de apropriação de bens materiais, imateriais é a apropriação da mente. É pratica comum no cotidiano, e se coloca de muitas maneiras, hora como exercicio de manipulação, hora como dominio sobre outro ser humano. Não há dúvida que não passa de psicologia aplicada, no entanto eficaz como dominação. Sutilmente esse metodo vale-se de diversos canais de entradas, os mais comuns são ativados através das emoções como as paixões, tristezas, angustias ou depressão ou somente por distração ou ingenuidades. Comparo assim, com avatares essa prática antropofágica com a qual um ser penetra na alma de outro ser conduzindo-o a caminhos que podem beneficiá-lo, porém, o mais comum é conduzi-lo a direções de subserviencias. Ora, tal metodo projeta um ser com dominios sobre outro a partir de interesses diversos. Despoticos a priori, também quando essa entrada na mente é permitida, seja por um só ser isolado ou em conjunto, configura-se então ideologias. A expressão "entrar na mente" supõe simulacros, ou ainda empatia, ou seja formas de convencimento sobre idéias, pensamentos, sentimentos e sentidos, vontades, desejos e interesses diversos. Diante isso, a intensão mais comum no uso dessa prática retórica, é a criação de distõrções dos sentidos. Criar ilusões. Subverter a experiência da realidade. Pautados por principios éticos ou não, prevalece nas relações de poder a dominação do ser humano sobre outro com finalidades diversas, para exploração, escravização ou somente por vaidade ou arrogancia.
