Seul Alone

Wednesday, 28 May 2014

VIÉS ECOLÓGICO

Ao considerar acontecimentos noticiados por meio jornalístico e fatos narrados no cotidiano, destaca-se pontos de vistas  a partir da lente da ecologia  na definição do ser humano em seu habitat e o meio ambiente externo a este o qual é observado, portanto, compreendido e interpretado por matrizes diversas. Diante esse contexto faço uma avaliação através de minha experiência sensível, que de antemão visualiza o ser humano como um ser naturalmente antoprófagico, ou seja, o ser humano que alimenta-se de outro ser humano como uma forma de apropriar-se de sua alma, de seu espírito, do seu conhecimento, de sua personalidade. Isso devido ao fato de ser uma especie que abate entre si, os seres de sua própria espécie. Dos seres vivos, conhecemos dentre os aracnídeos a aranha viúva-negra, esta abate e alimenta-se de seu macho logo após o acasalamento, no mais dentre outros seres da própria espécie, lutam entre si em defesa territorial ou por seu clã, porém não auto eliminam-se. Assim, o seres humanos abatem-se entre si pelo simples fato de sentir prazer. Satisfação e alegria movidas por sentimentos de ódio, rancor e ira, com motivações de ordem moral, ética e sobrevivência. Fatos registrados na mídia podem comprovar essas afirmações. A dor e o sofrimento alheio produtora de alegria, sentimentos de alegria a satisfação. Controverso, não há dúvida, completamente controverso, tanto quanto ou mais são atitudes de auto destruição como acontece em casos de suicídio lento ou imediato. Os instintos e convivência entre esse animal ser humano produziu também feitos fantásticos no transcorrer de sua existencia. Seu raciocínio e imaginação o fez espécie dominadora no reino animal. Inventivo desenvolveu instrumentos facilitadores e de conforto como extensão de seu corpo físico e mental. Suas características instintivas e predadoras conduzidas por estruturas de pensamento, conhecimento e significados, inventou a Razão como instrumento de auto controle sobre seus impulsos emocionais, necessidades físicas e vontades próprias de sua natureza. Contudo seus instintos o capacita as transgressões que alimentam, incentivam e energizam a coragem para construir ou destruir a si, seu habitat e meio ambiente, e por fim, exaltar seus poderes escravizadores. Inventou as leis e o dinheiro na intenção de afastar as injustiças, no entanto esses dois instrumentos são a afirmação desta.  Seu espírito de produção fez do ser humano transformador de seu meio ambiente. Criatividade, imaginação e inventividade definem o desenho do que entendemos como Cultura. A produção humana, material, imaterial e metafísica. Dotado de poderes simbólicos desvendou a hipocrisia, logo transformada em simulações. Produz verdades, faz de ilusões, verdades com matrizes da ciência ou de crenças. Produz ficção. Em graus incontáveis pode-se considerar a mágica uma virtude no ser humano. Mágicas movidas por emoções, sentimentos, ideias e métodos que desvendam e constroem realidades que absorvem-se entre si, antropofágicamente alimentam-se de si em estado de tensão constante, gerando avatares ininterruptos num sistema de cadeia alimentar.


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